A área plantada de milho no Rio Grande do Sul permanece estagnada, atingindo aproximadamente dois terços da área planejada, revelou o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/12). A principal atividade realizada é o corte para a elaboração de silagem de planta inteira.

 

Na região administrativa de Bagé, localizada na região da Campanha, os produtores enfrentam desafios devido ao clima adverso. Chuvas intensas comprometeram o estande das lavouras recém-semeadas, além de causarem danos às áreas já estabelecidas, como escorrimento superficial e erosão do solo. Relatos dos agricultores indicam que até 15% da área cultivada sofreu com a mortalidade das plantas, especialmente em regiões planas onde o solo permaneceu encharcado por muitos dias.

As lavouras estabelecidas em outubro apresentam bom estande, mas há uma notável disparidade no desenvolvimento das plantas, variando de 0,60 a 2 metros, dependendo da capacidade de drenagem do solo. Essa situação tende a reduzir o volume de silagem. Os tratos culturais, como o controle de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio e potássio, estão sendo realizados, porém, muitas vezes, não no estágio ideal para tais procedimentos. O plantio está atrasado na região, com apenas 30% das lavouras implantadas até o momento. Estima-se que até meados de fevereiro os produtores ainda estarão realizando o plantio, incluindo aqueles que optam por um cultivo escalonado para minimizar riscos e otimizar o uso do maquinário.

 

Na região de Frederico Westphalen, 20% da colheita foi concluída, porém, essas porções apresentam produtividade abaixo do esperado devido às perdas de área foliar causadas por doenças e pelo acamamento.

Já em Ijuí, a colheita teve início nas lavouras dos municípios ao norte da região, onde a semeadura é mais precoce. Essas áreas demonstram um volume substancial de massa verde e grãos, prevendo-se uma silagem de alta qualidade.

Por sua vez, em Soledade, as lavouras semeadas em agosto estão na fase de enchimento de grãos, com uma parte significativa pronta para a colheita. Contudo, o potencial produtivo dessas áreas está abaixo do esperado, com plantas de porte reduzido, espigas menores e má-formação, o que resulta em menor volume e qualidade da silagem, além da presença de doenças foliares. Para suprir a demanda do rebanho bovino, está prevista a colheita em boa parte dessas áreas, seguida por novos plantios. Algumas dessas lavouras também serão destinadas ao cultivo de soja.

 

Fonte: Agrolink

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