Ministério da Agricultura e UnB iniciam pesquisa sobre desenvolvimento rural no semiárido

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, iniciou levantamento de dados sobre ações de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no semiárido. A pesquisa tem parceria do Projeto Monitora, do Centro de Gestão e Inovação na Agricultura Familiar (Cegafi) do campus da Universidade de Brasília (UnB) de Planaltina.

Durante três meses, dez técnicos especializados em assistência técnica e extensão rural irão percorrer mais de 200 municípios em 11 estados: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas Bahia, Piauí, Paraíba, Sergipe, Maranhão, norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

As localidades fazem parte do Projeto Dom Helder Câmara, iniciado em 2001 com o objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável no semiárido e qualificação dos produtores em boas práticas por meio da articulação de políticas públicas das três esferas do Poder Executivo. O projeto, que está na segunda fase, é executado pelo Mapa em conjunto com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e diversas instituições de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Os recursos são provenientes de um empréstimo firmado entre o governo brasileiro e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

Antes de iniciar a pesquisa, os técnicos participaram de capacitação sobre a política pública e o uso das ferramentas de monitoramento. Os pesquisadores participantes são: Luís da Silva, Saulo Santos, Maria Zeny, Elenar Ferreira, Denise Costa, Lucas Santana, Sérgio Luiz, Allan Ferreira, Elson dos Santos e Humberto Candeias.

O pontapé inicial para o diagnóstico, que também tem parceria , ocorreu nos municípios de Amparo de São Francisco, Muribeca e Ribeirópolis, em Sergipe, e em Lagoa de Canoa, em Alagoas.

Objetivos

A pesquisa pretende produzir um conjunto de informações sobre a importância da assistência técnica no semiárido, além de propiciar o monitoramento adequado dos objetivos do projeto.

O grupo irá entrevistar agricultores familiares, técnicos das empresas que prestam serviços de Ater e gestores municipais. O diagnóstico tem a supervisão do professor Mauro Del Grossi.

Para o pesquisador Luís da Silva,  a coleta de dados “é uma oportunidade de troca de saberes com os agricultores familiares”.  Já Allan Ferreira “espera obter informações bem fidedignas, que retratem a realidade do povo que vive no semiárido”. A pesquisadora Denise Costa acredita que as informações colhidas irão ajudar na “qualificação da oferta de políticas públicas aos agricultores, para que mais pessoas possam ser beneficiadas, trazendo melhorias efetivas num futuro próximo”.

Metodologia

O preenchimento dos questionários será feito por meio de um aplicativo desenvolvido pelo Projeto Monitora, responsável pela avaliação e monitoramento de políticas públicas integradas de Ater, comercialização, fomento produtivo individual e coletivo no âmbito da segunda fase do projeto Dom Helder Câmara. A segunda fase tem a expectativa de atender 74 mil famílias em 913 municípios.

Segundo Mário Ávila, coordenador do Monitora, as respostas poderão ajudar a conhecer os serviços de Ater desenvolvidos na região e “que possibilitem também retroalimentar o Executivo Federal com novos insights para a reformulação de políticas públicas existentes e a formulação de novas iniciativas”. Atualmente, cerca de 57 mil famílias são contempladas com ações de Ater.

“Esperamos devolver esses dados para a sociedade traduzidos em melhorias para as pessoas da região”, afirmou Josilene Magalhães, coordenadora do PDHC.

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